Dudu Machado e Wysrah Moraes, do Little Quake
Dudu Machado e Wysrah Moraes, do Little Quake (Reprodução)
Reportagem Especial

Sem ‘praga de guitarrista’, duo baixo-batera se fecha em sua escolha

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Você toca guitarra e quer entrar para um projeto muito bacana de rock’n’roll? Esqueça o Little Quake. ‘Guitarrista a gente não atende. Se for reco-reco a gente conversa. Guitarrista é praga’, brinca o baixista Wysrah Moraes, do duo gaúcho agora vivendo em São Paulo.

Há pouco mais de um ano na capital paulista, o Little Quake se prepara para lançar seu segundo EP, completando oito músicas neste ano de 2020. E apesar de a experiência de tocar em dupla ser nova, os músicos não pretendem mudar os planos tão cedo.

Por isso Wysrah, apesar da brincadeira, não vê chance de convidarem um guitarrista para a banda. ‘Aí seria um outro projeto, ainda mais agora que estamos conseguindo entender a cara que a gente vai dar para o som. Não vejo possibilidade’, explica.

O baterista Dudu Guerra Machado também encara o Little Quake completo. ‘O que tempo que durar o projeto eu vou continuar encarando como uma banda’, diz o músico, que divide as composições com Wysrah.

‘De minha parte, não que eu não pense no arranjo, mas não penso muito em ter que fazer uma música para baixo e bateria. Eu faço uma música. A gente é brother e tem convivência diária, então o processo de composição é muito tranquilo’, explica.

Enquanto ambos se desenvolvem como um duo, Wysrah explica sua principal dificuldade nesta nova fase da carreira. ‘Musicalmente mais difícil para fazer é criar clima. Não ter uma guitarra. O que eu fizer, o que soar no baixo, vai soar na guitarra. Então tem que dar um jeito de fazer funcionar. Agora estou começando a entender mais’, finaliza.

POR QUE UM DUO?
Ao lado de Yuri Barbosa, Wysrah e Dudu faziam parte do Oficina Beatnik, um power trio com boa experiência principalmente no sul do país. Mas a decisão de vir para São Paulo moldou o Little Quake como um duo.

‘O principal motivo é que viríamos só os dois para cá e não queríamos ficar com um projeto à distância, conhecer pessoas ou ter de esperar algum amigo vir para São Paulo e poder fazer alguma coisa juntos. Para não passar por isso, resolvemos fazer um duo’, explica Wysrah.

‘O Yuri, que era o terceiro integrante da Oficina, tem a vida dele lá. Na época estava com trabalho com carteira assinada, não trampava só com música, que era nosso caso. Talvez a menor pior das opções era um duo. Começamos a pensar na possibilidade, compor e está indo. Nada muito programado’, completa Dudu.