Cena do clipe Carnaval
Cena do clipe Carnaval (Reprodução)
Reportagem Especial

Sotaque gaúcho de Gross pode parar em músicas em inglês

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Por Xandão, editor do Bem Rock

Atenção, texto escrito pela redação do Bem Rock em São Paulo. Dessa forma, ‘Lutei, perdi meu chapéu, e não sei onde fui parar’, primeiros versos de Carnaval, já indicam: um gaúcho está cantando. Marcelo Gross, apesar de seus anos em São Paulo, ainda mantém vivo seu sotaque natural de Porto Alegre.

O single, lançado em maio, foi o segundo do futuro álbum Tempo Louco, que sairá ainda em algum momento de 2020, assim que a pandemia permitir. Antes dele Gross já havia lançado também A Dança das Almas e prepara agora As Lágrimas.

“Eu simplesmente não penso nisso, mas as pessoas às vezes comentam. Se elas não falassem, nunca pensaria nisso”

Marcelo Gross

O rock de Marcelo Gross não fala uma única língua. Mas seu sotaque dá um tempero especial às músicas. ‘Se eu deveria fazer assim ou não, não sei. Simplesmente deixei rolar’, conta o guitarrista, também marcante na entrevista para o Bem Rock.

A característica pôde se manter pela rede de contatos do músico em São Paulo. ‘Eu já tinha vivido alguns anos em São Paulo, quando era baterista do Júpiter Maçã. Nossa turma de trabalho era sempre de gaúchos. A gente estava sempre entre nós, então fez com que não mudássemos o sotaque.’

OUTRA LÍNGUA
Durante a entrevista, uma pergunta para Gross parece ter dado força a uma ideia inédita para o músico: gravar em inglês. ‘A ideia é tentadora. Talvez um single primeiro’, pondera o guitarrista.

‘Eu não pensei nisso. O que fiz nesses dias da pandemia, como estou respeitando o isolamento social, estou gravando algumas versões de canções que sempre gostei. Mas que são lado B, e aí canto em inglês’, revela Gross.

‘Uma vez escrevi uma canção, Monday Night, mas foi o máximo que fiz até hoje. Mas achei legal a ideia de gravar canções que eu gosto, e aí seria em inglês’.