Fabio Freire, fundador do Beatles para Crianças
Fabio Freire, fundador do Beatles para Crianças (Instagram)
Reportagem Especial

DNA do Beatles para Crianças está na educação

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Lançado em 2014, o projeto Beatles para Crianças já levou o rock’n’roll para milhares de pequenos fãs – e seus pais. Mas sempre mantendo a mesma pegada. ‘Nosso projeto tem esse DNA. Tanto eu quanto o Gabriel, nós somos da área da educação’, explica Fabio Freire, idealizador do BPC.

“O show é para criança. É show de rock. Tem a transgressão de levantar e dançar no palco, mas é tudo pensado. A gente sabe até onde dá para ir”

Fabio Freire

Fabio é professor com sólida formação em música e artes. Gabriel Manetti, co-fundador do BPC, é ator e já dirigiu dezenas de peças com crianças. ‘Nosso projeto nasce na escola. Temos uma responsabilidade que vem das escolas. O linguajar, o figurino, é tudo pensado para ser uma coisa legal, que a família curta’, diz Fabio.

Todo o início do BPC está ligado à escola desde o início. E criou, inclusive, a oportunidade para Fabio conhecer um dos Beatles. ‘Numa das escolas, eu chamei uns amigos para tocar Beatles e foi um estouro. Um dos vídeos apareceu no Fantástico e fui escolhido para encontrar o Paul McCartney’, relembra Fábio.

Com o aval do astro, o músico e professor avançou na criação do BPC. Mas Fábio faz questão de ressaltar que o lado educacional nunca saiu de sua mente. ‘Ainda nos preocupamos muito com o pedagógico e temos várias conversas. Tudo pensado, mas sem ser muito mimimi com as crianças de hoje, que conversam, que sabem de tudo’, explica.

DICAS DE PROFESSOR
Livros, revistas, música. Tudo pode ser uma alternativa para as crianças enfrentarem o isolamento durante a quarentena. Mas Fabio também não se ilude. ‘Pelo que eu vejo, todo mundo teve que abrir um pouco mão daquelas mil regras que a gente tem. É inevitável’, diz o professor.

O risco, para muitos pais, é que seus filhos passem horas demais no celular ou jogando videogames. ‘A criança vai fazer aquilo que os pais oferecerem. E se os pais ficam sentadões, o moleque vai fazer o que ele quiser. E o que ele quer é jogar videogame’, diz.