Detalhe da capa de 'Guerra', EP lançado pela Mad Monkees em 2019
Detalhe da capa de 'Guerra', EP lançado pela Mad Monkees em 2019 (Reprodução)
Reportagem Especial

Calma e baterista são os novos alvos da Mad Monkees

A Mad Monkees está num ‘hiato’, como define Felipe Cazaux, guitarrista, vocalista e embrião do grupo. Mas ainda não jogou completamente a toalha. Para o frontman, neste momento uma das primeiras missões será encontrar um novo baterista para a banda.

“Calma é uma palavra muito importante para a gente agora. Calma para decidir o que vai fazer. Isso é algo que nunca teve. Desde o começo da banda as coisas foram acontecendo no empurrão para gente.”

Felipe Cazaux

‘A gente tem que criar uma identidade musical que tenha uma continuidade. Mas para criar essa identidade, o baterista é peça fundamental’, diz Felipe. ‘A base principal da criação é o batera com a guitarra, para tentar continuar soando como Mad Monkees’, continua.

Felipe conta que chegou a ensaiar com um novo baterista, mas o lockdown em Fortaleza impediu a continuidade das conversas. ‘Chegamos a ter um convite antes da pandemia, do lockdown. A gente acabou fazendo só um ensaio. Ele ficou interessado, porque a banda que ele tocava deu uma parada’.

O músico quer manter conversas com Capoo e Renan para pensar nos próximos passos da banda. Entre eles, o principal, novas músicas. ‘Estamos em um processo de reabilitação. Para voltar a fazer shows mesmo, é preciso ter material novo. Lançar alguma coisa e tentar continuar de onde parou’, explica.

‘É uma parada que precisamos conversar’, continua. ‘Tem que fluir, porque a banda fluía muito naturalmente. Tocando a gente tinha uma fluência muito boa. No ano passado lançamos um EP (Guerra). Para mim as melhores músicas da banda estão ali. Chegamos num nível de composição muito satisfatório’, define Felipe.

Para a retomada, a Mad Monkees deve tentar retomar alguns contatos feitos na primeira fase da banda. Mas Felipe Cazaux não vê facilidades pela frente. ‘Tenho bastante experiência na carreira como músico e, uma coisa que aprendi, é que nunca dá para contar com o ovo no cu da galinha’, brinca.

‘Muita gente pode não se interessar em reativar esses contatos’, explica, lembrando também os efeitos da pandemia de covid-19. ‘É um trabalhão. Muita casa vai fechar. Às vezes você tem o contato, mas não tem onde tocar. Já estou preparado para isso. Talvez seja boa essa caminhada mais devagar, para planejar direitinho e dar tempo de muita coisa ir se recuperando’, termina.

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