Black Pantera no clipe Rede Social (Reprodução)
Black Pantera no clipe Rede Social (Reprodução)
Reportagem Especial

Estética marca o Black Pantera e gera assédio ao trio

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Um mascarado, três caras na casa dos 30 anos tocando, sem camisa, boa forma. O Black Pantera tem ainda um terceiro meio de se destacar, além das músicas e de suas letras. O visual desse trio chama atenção. Mas, se a banda tem alcançado uma maturidade e pensado muito mais em cada passo que toma, a estética vem naturalmente.

‘A gente sempre tocou sem camisa, desde antes de ser Black Pantera. É até complicado, porque a gente não consegue nem apoio de marca porque está sempre sem camisa’, brinca o baterista Rodrigo Pancho.

Com um visual que chama atenção, o assédio também é inevitável para os membros da banda, que conta ainda com os irmãos Charles Gama e Chaene da Gama. ‘O som é aquela visceral, os cabelos mexendo para cima, realmente tem disso (assédio)’, revela Rodrigo.

‘As esposas têm que ter paciência, porque a galera cola. O que vai diferenciar é a forma como você vai reagir com isso. A gente é casado, então lida com respeito. Mas, mesmo que seja solteiro, é algo que você aprende com a experiência, ficar se envolvendo com fã é complicado’, ensina o músico.

Rodrigo assume que justamente o peso dessa experiência ajuda a lidar com esse assédio. ‘Se a gente fosse mais moleque, talvez fôssemos mais vida louca. Mas todo mundo tem um compromisso, então a gente não confunde as coisas. Tentamos tratar todo mundo com o maior respeito’, explica.

MASCARADO
A própria presença de Rodrigo no palco já chama atenção. O baterista aparece nos shows sempre usando uma máscara. E o que era quase uma brincadeira, ficou mais sério com uma descoberta do músico. ‘Fui numa lojinha comprar um negócio para minha filha, vi a máscara, coloquei lá na loja mesmo e falei que iria criar um personagem’, conta Rodrigo.

Poucas horas depois ele iria tocar pela primeira vez com o Black Pantera. ‘Fui para o ensaio e falei que o personagem seria o Pancho. Os caras curtiram, tiramos uma foto e o pessoal achou doido. Desde então eu não tirei. Quando a gente chega para tocar e ninguém conhece a banda, entro de máscara e já chama atenção’, diz.

Mas Pancho ganharia ainda mais força para Rodrigo. ‘Ano retrasado, numa festa de família, uma tia veio conversar comigo e disse que meu falecido avô tinha o apelido de Pancho, e eu não sabia Aí virou uma parada espiritual muito forte. Eu ensaio de máscara, gravo de máscara. Para mim, quem toca ali é o personagem’, finaliza.