Bi Free em clipe de Mess (Youtube)
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Reportagem Especial

Bi Free interconecta artes no baixo da Deb and the Mentals

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Literatura, música e artes plásticas andam juntas na Deb and the Mentals. Principalmente nas cordas do baixo de Bi Free. Ou melhor, de Stanislaw Tchaick, nome real do baixista dessa banda baseada em São Paulo e que trabalha agora para o lançamento de seu segundo álbum em 2021.

Além de músico, Tchaick é também artista plástico e já participou de exposições marcantes, não apenas no Brasil, mas também Europa e Estados Unidos. Em entrevista por email ao Bem Rock, Bi Free explica um pouco a diferença entre suas obras e a participação na Deb and the Mentals.

A Deb cita que você é um cara que lê muito e emprestou livros para ela para ajudar a compor em português. Como essa mistura de artes, musicais, literárias, plásticas, te ajuda a criar, seja musicalmente, ou visualmente para a Deb and the Mentals?

Bi Free: Consumir cultura alimenta nossa compreensão da realidade e nos ajuda na experiência existencial. Os livros, as artes e a música carregam conhecimentos que influenciam o pensamento, moldam nossas interpretações e críticas e então, também ajudam nos processos de criação. Tudo isso vira referência que vai agir na construção das linguagens do que criamos.

Música, literatura, artes plásticas, para você, andam juntos? Ou cada trabalho/gosto tem uma linguagem muito diferente do outro?

Bi Free: Na minha produção pessoal, cada um destes modelos segue caminhos diferentes. Por exemplo, a pintura busca reflexões subjetivas e pessoais da percepção, a música é uma experiência mais social e compartilhada. Cada uma das artes age com uma intenção, e tudo se interconecta para desenvolver nossos sentidos de identidade, estética e crítica.

Como você definiria o visual da banda, em termos de figurinos, logo, presença de palco etc? Você tem alguma dica ou influência nos outros integrantes do grupo?

Bi Free: Acho que isso tudo é reflexo da adolescência nos anos noventa. Aquele sonho jovem de fazer música, viajar e fazer shows que víamos nas bandas da época. O rock grunge e punk moldou nosso modo de pensar, assim, estamos aqui, com 37 anos, cabeludos, com as calças rasgadas e fazendo música, rsrs.