A banda Time Bomb Girls em ação no Goiânia Noise Festival (Reprodução)
A banda Time Bomb Girls em ação no Goiânia Noise Festival (Reprodução)
Reportagem Especial

Time Bomb Girls cria agito com mistura de estilos

Entrevista pelo Zoom realizada no dia 3 de agosto

Psychobilly, surf music, punk, outros temperos e coragem para encarar um meio ainda dominado por homens. Com essa pegada, a banda Time Bomb Girls lançou no último mês de julho seu álbum de estreia, Las Tres Destemidas, pela Monstro Discos.

“Apesar de cada música ter uma essência, um estilo, a minha bateria é muita característica, é a bateria da Ca, é a guitarra da Say, o baixo da Déia. É legal que a gente tem o nosso som característico em cada música”

Camila Lacerda

Formado por Camila Lacerda (bateria e voz), Déia Marine (baixo e voz) e Sayuri Yamamoto, a Time Bomb Girls está em ação desde 2018, mas suas integrantes já participaram de outros projetos. ‘Cada uma tem uma carga muito específica, uma das coisas que eu achei muito maneiro de juntar a música com elas’, conta Sayuri.

‘Quando a gente compõe uma música, imagina alguns elementos. Mas quando você vê que outros integrantes têm uma outra leitura daquilo e deixam ainda melhor, aí fica realmente empolgante e dá um prazer real em fazer’, continua a guitarrista.

Responsável pelos versos da Time Bomb Girls, Déia Marine explica que as integrantes têm mente aberta para ajudar na criação das músicas. ‘A gente escuta música ruim também, não escuta só música boa não. E acho que isso também interfere na bagunça que a gente faz’, explica.

Las Tres Destemidas é composto por 10 músicas inéditas, além do single Quando eu Crescer e novas versões de Not a Sad Song e Confere com a Muda, navegando entre diversos estilos, como psychobilly, rockabilly, surf music, garage, punk e até blues.

Apesar de ainda não poder fazer um show ao vivo, o trio decidiu que era hora de lançar o álbum. O plano inicial do grupo era para 2019, mas a pandemia de covid-19 adiou a ideia. ‘A gente gostaria de ter lançado o disco antes, mas infelizmente começou a pandemia e a gente segurou um pouco’, conta Sayuri.

Agora, mesmo com toda a vontade de estarem no palco e perto do público, a banda encontra nas lives a solução para tocar Las Tres Destemidas. ‘Não pode passar em branco. Mesmo que seja em forma de live, a gente tem que fazer’, diz Camila. ‘Só entre nós a gente já se diverte demais. Tem ensaio que parece show’, termina.

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