Camila, Sayuri e Déia, integrantes da Time Bomb Girls (Reprodução)
Camila, Sayuri e Déia, integrantes da Time Bomb Girls (Reprodução)
Reportagem Especial

Time Bomb Girls une-se pelo protagonismo feminino

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Nada de ser café com leite no meio do rock’n’roll. As Time Bomb Girls querem também o protagonismo e, com sonhos parecidos, vão conquistando espaço e destaque. ‘Nós somos las tres destemidas. A gente está aí, metendo a cara’, diz Sayuri Yamamoto, guitarrista da banda.

A referência é à música e também ao álbum de estreia do grupo, Las Tres Destemidas, lançado no último mês de julho. ‘É mais ou menos remetendo a gente mesmo (o nome), nós três no meio dessa cena toda de caras. O rock’n’roll é dominado por homens’, continua.

A guitarrista diz que todas as integrantes já estiveram em outras bandas com homens, e a relação era diferente. ‘Sempre a mina foi considerada a mais café com leite. E a gente está gostando de ter essa experiência porque está pau a pau com outras bandas de caras. Nossa intenção é essa, estar na cena representando as mulheres’, diz.

O encontro com as outras integrantes, Camila Lacerda (bateria) e Déia Marine (baixo), juntou planos em comum. ‘As nossas expectativas desde o começo eram muito alinhadas, muito iguais. A gente estava com a mesma ideia do que era ter uma banda de menina, os mesmos sonhos, não de estrelismo de quero fazer isso ou aquilo. Estávamos muito na mesma vibe’, conta Camila.

Mas, apesar de o trio estar conquistando seu espaço, elas ainda encontram dificuldades para ver mais mulheres trabalhando também na produção dos álbuns. Las Tres Destemidas foi gravado no estúdio Porto Produções por Raul Zanardo, e teve ainda Matheus Krempel e Alexandre Saldanha na produção.

‘A gente foi pelo lado mais prático de realizar o CD. A gente conseguiu o estúdio com o Matheus, ele fez um preço muito de amigo, e a gente foi nesse lance de praticidade’, explica Déia.

‘É difícil a gente encontrar. Achar uma produtora, como achar um estúdio que a dona seja uma mulher. As mulheres precisam acordar e falar eu posso, eu vou fazer isso, não depende só de homem e essas coisas que a gente tem que colocar a sementinha’, termina.