Digão, Cello, Claudinho e JC: os Komodo Queens (Divulgação)
Digão, Cello, Claudinho e JC: os Komodo Queens (Divulgação)
Reportagem Especial

Brothers dão peso a som e lançam o Komodo Queens

Óculos de sol em oferta

Os brothers fecharam-se em um quarteto, colocaram peso em suas músicas e, com um ‘se vira maluco’, lançaram o EP do Komodo Queens no fim de julho de 2020. Esta foi a estreia desta banda paulistana, mas não de seus quatro integrantes.

O Komodo Queens é formado por Cello Zero (guitarras e vocal), Claudinho (guitarra), JC (bateria) e Digão (baixo). O EP de estreia, também chamado Komodo Queens, deixa bem marcada a pegada stoner da banda, mas principalmente o som pesado do grupo.

“O Digão virou e falou não quero mais ninguém na banda não, aprende a cantar, se vira maluco.”

Cello Zero

A história da banda, começou bem antes. ‘A gente tinha uma banda que se chamava I Know You are Dead. A gente estava num grava, não grava, a banda acabou e nós quatro continuamos’, revela Cello Zero em entrevista pelo Zoom ao Bem Rock. Claudinho, no fim de 2018, foi o último a entrar para o grupo.

‘Boa parte das músicas é dessa época. A gente usava um tom acima na afinação. A gente tinha um vocalista que era total hard rock e não combinava, não rolava’, continua Cello. Mas, apesar de terem aproveitado o material que tinham em mãos, o Komodo deu uma nova roupagem às músicas.

‘A gente pegou a construção do que era as músicas e retrabalhamos. A gente retrabalhou tudo. Basicamente voltou do zero. Pegamos a essência das músicas, deixamos mais pesado, mais nossa cara, porque ainda tinha alguma coisinha de hard rock’, diz o vocalista.

Precisa-se de um vocalista? Não no Komodo
Após colocar mais peso em seu som, o Komodo também usou um ‘prata da casa’ para os vocais. ‘Desde que a gente assumiu o Komodo Queens a gente já tinha falado para ele assumir os vocais. Nessa de pensar em como a gente ia seguir, pesou para todo mundo, não entra mais ninguém, Cello, se vira aí’, relembra Claudinho.

‘Ninguém entra, a formação é isso, nós quatro e acabou. A gente já está entrosado’, emenda Digão. ‘Ele tinha todas as melodias na língua, já sabia tudo cravado. Foi só se adaptar, achar colocação vocal e decola’, continua o baixista.

Para JC, o som do Komodo ficou ‘muito mais autêntico’. ‘É o que a gente sempre queria fazer. A gente discutia já de baixar o tom faz muito tempo com os outros vocalistas, e a gente conseguiu mais recentemente. Era o que a gente sempre quis, o que a gente imaginava que ia dar um peso para as músicas’, diz o baterista.

Em função da pandemia, a banda teve pouco tempo para realmente trabalhar juntos em um estúdio. E, com o EP lançado, os integrantes do Komodo aguardam ansiosamente para poder voltar a tocar. ‘A gente não vê a hora de entrar em um estúdio novamente e continuar trabalhando, com essa formação, porque não a gente não teve a oportunidade concreta de entrar dentro de um estúdio e fazer algo com tempo sobrando’, fecha Digão.