Imagem do show da Jequitibás em Piracaia (Reprodução)
Imagem do show da Jequitibás em Piracaia (Reprodução)
Reportagem Especial

Jequitibás explora criatividade em vídeos

Maquiagens, drone, caipirinhas, criatividade, um Fusca, improviso, bastidores e diversão. O som da banda Jequitibás tem contado também com um apoio em vídeo. Além de seu álbum de estreia, homônimo, o power trio já tem dois clipes – um deles do projeto Quarentine Experience, do cineasta Raul Machado, além de um pequeno show de lançamento em vídeo.

“A ideia era um minidoc, mas acabou que virou um clipe. A gente pretende lançar pelo menos mais uns dois para aproveitar esse disco bem.”

Sóstenes Matusalem

O primeiro lançamento foi do clipe de Metamorfose, parte do projeto Quarentine Experience. ‘O que achei legal foi que o Raul (Machado) dá uma liberdade artística. Vai lá e fez’, diz Sóstenes Matusalem, baixista da Jequitibás e também videomaker.

Além de Sóstenes, a Jequitibás tem ainda Zé Gonçalvez, guitarra e vocal, e Guto Gonzalez, bateria. Os três integrantes soltaram-se bem para o vídeo. ‘Eu com minha esposa em casa, começamos a viajar. A gente foi gravar na parte de cima do prédio, e tinha muita gente em casa. Todo mundo olhando’, relembra Sóstenes.

Guto também conta que o processo foi espontâneo. ‘Na hora a gente foi tendo as ideias para fazer as filmagens. Ela (minha esposa), como maquiadora, fez uma make legal para ser na hora em que eu entrava no show. Mas foi só uma viagem da hora’, diz.

As ‘viagens’ de Guto inspiraram também Zé Gonçalves. ‘O Guto devia ter tomado suas caipirinhas, começou a fazer uns negócios e a mandar vídeos para a gente’, explica o guitarrista, que ainda demorou um pouco para se soltar. ‘No começo estava meio bundão, meio sem ideia. Aí fiz a cena do corredor, comecei a me inspirar no Guto. Comecei a viajar, a achar que eu era um rockstar dos anos 70’, brinca.

Outro clipe que a Jequitibás já lançou, mas depois da estreia do álbum, foi da música Deserto, que teve direção de Zema Athayde. Todas as imagens foram captadas por Deninho Ramos durante os cinco dias de gravações do álbum. ‘O cara pegou uma semana inteira de filmagens. Tudo que parecia que ia prestar para nada o Zema teve um olhar legal de ver e tornar poético, rock’n’roll’, afirma Zé Gonçalves.

Além disso, outro trabalho em vídeo lançado pela banda foi uma apresentação realizada do lado de fora do estúdio Toca da Coruja. Sem poder fazer shows com presença de público, foi a opção que a Jequitibás teve para começar a promover seu álbum. ‘Veio muito por causa da pandemia. E também porque a gente ficou pirando no visual, vai ficar legal a estética’, diz Guto.

Além do visual de Piracaia, o show contou com a experiência de Sóstenes como videomaker. ‘Toda aquela estética, ele que criou’, diz Zé Gonçalves. ‘A gente tentou trazer essa estética anos 70, a gente gravou com uma VHS, essa textura mais antiga. Eu tive esse trabalho de colocar um pouco do making off, entre as músicas, um pouco da parte da montagem. A gente teve um pouco desse trabalho de mostrar nossa performance ao vivo’, explica o baixista.

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