A banda Jequitibás (Divulgação)
A banda Jequitibás (Divulgação)
Reportagem Especial

Metamorfose cria o rock visceral da Jequitibás

Metamorfose é muito mais do que a música que abre o álbum de estreia da banda Jequitibás. Metamorfose também define todo o processo que levou a este primeiro trabalho, também com o nome Jequitibás. O power trio faz uma bela mistura que reflete-se no rock’n’roll visceral de sua estreia.

“Eu acho que tem muito psicodélico, tem muito do grunge, protesto dos anos 80 na questão da letra, e o rock’n’roll. O Jequitibás é uma mistura de tudo o que a gente faz.”

Zé Gonçalves

A Jequitibás é formada por Zé Gonçalves Filho (guitarra e vocal), Guto Gonzalez (bateria e vocal) e Sóstenes Matusalem (baixo). O início do trio tem como base uma outra banda, a UdJC – que chegou a gravar o álbum Volume Morto em 2015. Na época, além de Zé Gonçalves, André Lepiane era o outro membro original da banda, enquanto Guto e Sóstenes haviam entrado como convidados para a gravação do álbum.

Em julho de 2020, porém, a UdJC anunciou seu fim com a saída de Lepiane. Para Zé, não fazia sentido manter o nome da banda sendo ele o único integrante original. Mas, com músicas já gravadas, inclusive com a participação de Lepiane, ele, Guto e Sóstenes resolveram dar vida a uma nova banda, a Jequitibás.

Para Zé Gonçalves, a ideia foi repaginar o trabalho do grupo. ‘Eram (as músicas) do projeto anterior, mas não era UdJC. Parece bastante, mas se você ouvir esse disco do Jequitibás e ouvir UdJC você vai ver são projetos diferentes’, explica o músico.

O trio vê o trabalho muito mais em conjunto nesta nova fase. ‘O Zé é uma máquina de compor. Ele sempre chega com umas ideias das músicas, e nesse disco eu e o Sóstenes desenvolvemos muito mais juntos. O primeiro disco, que era do UDJC, a gente não era da banda. E nesse do Jequitibás ficou mais uma banda mesmo’, diz.

MISTURAS E AR PURO
Psicodelia, rock setentista, garageiro, pesado, com lado grunge. O rock’n’roll da Jequitibás vai na onda das influências e escolas seguidas por seus três integrantes. ‘Com certeza a gente incorporou bastante essa parte psicodélica e ao mesmo tempo é pesadão também, tem um lado grunge bem forte. A batera que eu faço é muito baseada em grunge e anos 60, 70. Talvez seja uma mistura disso tudo também’, afirma Guto.

Além da história musical de cada um, a Jequitibás ainda contou com a experiência de gravar em contato próximo com a natureza, além do trabalho do produtor Ricardo Prado, do estúdio Toca da Coruja, que fica em Piracaia, no interior de São Paulo.

A opção por um estúdio diferente – Guto Gonzalez é o proprietário e produtor no estúdio Lamparina, foi para que ele pudesse ter foco apenas em seu lado baterista. ‘Quando a gente resolveu fazer esse disco, a ideia era aliviar o Gutão. Porque provavelmente a gente gravaria no estúdio dele e não desvincularia ele como músico’, diz Sóstenes.

‘Não pega celular direito, é viver aquilo só. A experiência foi mais importante que tudo. A gente chegou com o disco pré-pronto. A gente tinha várias ideias formadas das músicas, só que aquele ambiente de construção é foda’, continua.

Guto ainda exalta o trabalho de Ricardo Prado. ‘Realmente quando você está envolvido emocionalmente com o trabalho, é difícil você trabalhar como produtor. Eu falei de gravar lá no Prado muito pela experiência e porque o Ricardo Prado é um cara muito foda. A gente foi crescendo junto nessa área e ele é muito bom. E a experiência de estar no sítio é outra coisa’, explica.

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