Cadu, Marinho, Geraldo, Ivan e Mario - formação que gravou os três primeiros singles de 2020
Cadu, Marinho, Geraldo, Ivan e Mario; banda sofreu nova mudança
Reportagem Especial

Após 44 anos, Casa das Máquinas volta a gravar com sua identidade rock’n’roll

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Foram 44 anos sem lançar novas músicas. O fim anunciado mesmo sem ter realmente chegado. Uma pandemia de covid-19 atrapalhando os planos. E agora a saída de um dos dois membros remanescentes da década de 70. Ainda assim, a icônica banda Casa das Máquinas está em ação com lançamentos e um novo álbum a caminho.

“Demorou 44 anos, mas isso não quer dizer que a gente não vai dar seguimento ao que vem fazendo. Tem a identidade do Casa das Máquinas e é isso que está valendo.”

Mario Testoni

Em abril deste ano a banda lançou seu primeiro single, A Rua. Depois, em junho, saiu Brilho nos Olhos. Por fim, no início de setembro, foi lançado Tão Down. Estes foram os primeiros trabalhos inéditos do Casa das Máquinas desde o clássico Casa de Rock, de 1976. As três músicas devem estar presentes no próximo álbum da banda, também chamado Brilho nos Olhos, a ser lançado entre 2020 e 2021.

Em entrevista ao Bem Rock, Mario Testoni, tecladista e remanescente das formações dos anos 70, conta que o som do novo álbum terá e pegada clássica da banda. ‘Tem uma assinatura. O Casa das Máquinas tem uma assinatura’. Mas faz uma ressalva. ‘É mais abrangente, pega um pouco do rock progressivo, e um pouco do classic rock’, diz.

Além de Casa de Rock, a banda havia lançado Lar de Maravilhas, em 1975, e Casa da Máquinas, em 1974. Testoni diz que foi questionado sobre que tipo de música iria gravar neste retorno. ‘Vou seguir a linha do Casa das Máquinas, como se fosse o quarto LP, o quarto álbum’, ressaltando ainda que nunca pensou em deixar de gravar rock’n’roll.

MUDANÇAS
No dia 9 de setembro, poucos dias após a entrevista de Testoni ao Bem Rock, o Casa anunciou mais uma mudança em sua formação. O baterista Marinho Thomaz, remanescente das formações da década de 70 e presente nos lançamentos do segundo e terceiro álbuns do grupo, desligou-se do Casa por ‘razões pessoais’.

Apesar do baque, a banda, no mesmo anúncio, disse que mantém seu cronograma para o lançamento do futuro álbum. Um dia após a notícia da saída de Marinho, também nas redes sociais, o Casa já mostrava estar de volta ao Orra Meu Estúdios para retomar os trabalhos.

A saída de Marinho foi apenas mais uma mudança na história do grupo. Para Testoni, o que importa é que a banda continue com sua pegada, independente de quem sejam seus integrantes. ‘Se eu vier a morrer, alguém segue com o Casa das Máquinas. Deixe o Casa das Máquinas vivendo e atuando’, afirma.

Com mais de uma dezena de músicos em sua história, o Casa já havia passado por uma reformulação entre 2018 e 2019. Os três singles lançados agora em 2020 contaram com, além de Testoni e Marinho, Cadu Moreira na guitarra, Geraldinho Vieira no baixo e Ivan Gonçalves nos vocais.

Estes últimos três haviam entrado para o Casa nesta reformulação. O guitarrista Marcello Schevano, o vocalista João Luiz e o baixista Fabio Cesar, por conflitos nas agendas, tinham saído no fim de 2018. E o fim do Casa das Máquinas chegou a ficar perto de virar uma realidade. Mas uma entrevista mudou tudo.

‘O João Luiz soltou que o Casa das Máquinas tinha acabado. Aí mexeu com meu ego. Não é porque vocês saíram é que vai acabar a banda’, afirma Testoni, firme no propósito de continuar com o legado do Casa. Após uma conversa com Marinho e com três novos integrantes, a história da banda continua sendo feita.