A banda Blowdrivers em ação (Reprodução)
A banda Blowdrivers em ação (Reprodução)
Reportagem Especial

Blowdrivers aprende com mudanças na formação

Surgida em 2016, a banda Blowdrivers já passou por algumas mudanças em sua formação. Mas agora, em seu ‘melhor momento’, está curtindo a maturidade e o aprendizado que essas alterações trouxeram para o grupo, refletido no EP Cooking Something New, lançado em setembro de 2020 pela Monstro Discos.

“Se a gente limita só em um estilo, a gente vai acabar limando a qualidade que o outro poderia trazer.”

Guilherme Gonçalves

O novo trabalho tem quatro músicas, cada uma ligada à ideia dos elementos básicos da natureza – terra, água, fogo e ar. Antes, a Blowdrivers havia lançado o álbum You Gonna Enjoy the Feeling, em 2018.

Entre os dois trabalhos, houve a entrada de Felipe Camargo no baixo, ainda no meio das gravações do álbum de estreia, e Will, na bateria, já em 2019, começando o projeto de Cooking Something New.

Mudanças que foram acontecendo de forma natural e que trouxeram bons aprendizados para a Blowdrivers. ‘Aprender a trabalhar em equipe. Eu e o Arthur temos um gênio muito forte. A gente discutia demais. Entrando e saindo integrantes, a gente vai aprendendo que algumas atitudes nossas, a gente acha que está certo, mas está prejudicando mais a banda do que ajudando’, diz o guitarrista Guilherme Gonçalves.

‘A troca de integrantes, o convívio com pessoas diferentes, vai trazendo maturidade, como pessoa. Por isso que eu acho que hoje a banda está num convívio muito bacana. A banda amadureceu muito’, continua.

Para Felipe, uma vantagem da atual formação é que todas as discussões e conversas acontecem em cima de ideias. ‘Se você consegue entender que a discussão é da ideia, e não com outro integrante, isso já ajuda. Eu já trabalhei com pessoas que os caras brigavam e levavam para o pessoal’, conta.

Arthur exalta as experiências que Felipe e Will trouxeram para o grupo e o fato de todos conversarem abertamente. ‘A gente é muito aberto a ouvir a opinião do outro, e é por isso que a gente tem uma sinergia tão boa. Todo mundo tem o mesmo objetivo, a gente sabe o que quer fazer’, explica o vocalista e letrista da banda.

Nas composições, a banda brinca existir um ‘filtro Blowdrivers’ para barrar ou adaptar ideias que um dos integrantes tenha trazido. ‘Esse filtro Blowdrivers nada mais é do que a opinião de todos nós’, explica Arthur.

Felipe e Guilherme até brincam com os projetos que levaram para o grupo mas que foram barrados. ‘No meu notebook eu tenho 10, 15 músicas que eu levei para a Blowdrivers e eles limaram. Vai sair na minha carreira solo’, ri Guilherme.

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